Como tinha de ser

Campeonato Gaúcho. Adversário retrancado e mirando no calcanhar, jogadores desleais. Aquela situação agoniante onde a bola gira, gira e o gol não sai. O Grêmio faz sua parte, mas não é tão simples quando se tem 11 na defesa. Os caras jogam por uma bola, e ela vem. Até aí normal. Mas há muito mais envolvido.

Há o adversário de braços escancarados obstruindo a bola, com o aval da arbitragem que observa tudo de perto. Há o bandeirinha cometendo equívocos recorrentes, e, na sequência, ironizando jogadores gremistas inconformados. Tudo isso narrado por profissionais que atribuem as falhas do assistente aos jogadores do Grêmio (sim, isso aconteceu).

Então, há a paranoia injustificada do torcedor gremista de que prejudicam o Grêmio, de que os adversários são desleais, e de que gente da imprensa regional tem lado. Essa paranoia é que faz o arbitro errar e o narrador virar advogado de defesa ou de acusação durante um jogo. Quando erram contra o Grêmio no calendário, na arbitragem e na pauta da matéria, a culpa é sempre do Grêmio, é teoria da conspiração.

Voltando ao jogo, há o momento em que o Renato percebe que as coisas não deram certo, e despido de ego, muda tudo no intervalo. O Grêmio volta fazendo o simples: Centroavante na posição de centroavante, lateral jogando de lateral e – uma pausa pra falar de Alisson – um jogador agudo na ponta direita, fazendo o que sabe fazer.

Dizia o ditado que menos é mais. Quando o Grêmio simplificou, o time rendeu e o resultado saiu. Não era o que algumas pessoas queriam, mas foi como tinha de ser. É o Grêmio.

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