O Grêmio nos permite sonhar

Foto: Guilherme Artigas/Atuação coletiva foi ponto alto da atuação em Curitiba

Foto: Guilherme Artigas/Atuação coletiva foi ponto alto da atuação em Curitiba

O recado veio em alto e bom som da Arena da Baixada nesse domingo. É possível sonhar com o tri. Danem-se os favoritismos de Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro. A liderança e o melhor futebol do Brasil, no momento, são do Grêmio. O tricolor tentará manter o bom momento diante do Zamora quinta-feira, pela Libertadores, e conta o Sport, domingo na Ilha do Retiro.

O resultado conquistado em Curitiba precisa ser devidamente valorizado. O time do técnico Paulo Autuori (que não vive grande fase, é verdade) obteve o melhor retrospecto entre os 20 times da Série A atuando em casa na edição anterior da competição. Só o campeão Palmeiras venceu no gramado sintético. E, certamente, poucas equipes irão arrancar três pontos do Furacão em Curitiba.

Não foram poucas as virtudes da equipe de Renato. Consistente defensivamente, só foi pressionada quando já havia construído o resultado e contava com 10 homens em campo. Individualmente, Luan voltou a fazer a diferença. O faro de Lucas Barrios, a regularidade de Ramiro, a maturidade de Arthur, as precisões de Geromel e Kanemann e os contínuos apoios de Léo Moura e Cortez.

O Grêmio se impôs e jogou com a maturidade de quem bateu o Botafogo e virou sobre o Fluminense. Nem a trapalhada de Marcelo Grohe colocou o resultado em risco. Mesmo com ausências importantes – principalmente Bolaños – o Grêmio mantém seu padrão elevado de atuação. Parece, após um estadual insosso, ter encontrado a ambição que falava nos primeiros meses do ano.

É muito cedo, eu sei. Aqueles mais “pés no chão” vão chamar de precipitação, porém é bom lembrar. Em pontos corridos, os pontos somados na primeira ou na última rodada tem a mesma importância. E começar bem é fundamental para aqueles que postulam o título.

 

 

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