O maior presidente da história do clube

Hoje, 13 de maio de 2016, o maior dirigente da história do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense completa 85 anos.

Fábio André Koff, mais conhecido apenas como Fábio Koff, assumiu pela primeira vez, jogando em cassino online, a presidência do tricolor gaúcho em 1982; voltando ao clube em 1993, após se recuperar de um câncer e tendo sua última gestão frente ao Grêmio em 2013.

Foto: Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio FBPA

Foto: Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio FBPA

Primeira passagem pela presidência – “O Ano Azul”

Com um vice-campeonato Brasileiro e uma campanha ruim na Libertadores e após muitas críticas no final de 1982, com gritos de “Fora Koff” vindos da torcida, muitos achavam que o dirigente não seguiria no tricolor gaúcho. Mesmo assim, Koff foi reeleito no final do ano como único candidato a presidência do clube.

Segundo palavras do próprio presidente, ele aceitou a reeleição porque tinha uma premonição, ou um palpite, de que o clube seria campeão do mundo.

No final de 82, Ênio Andrade – técnico campeão brasileiro com o Grêmio em 1981 – decidiu sair do clube por achar que seu ciclo já havia terminado. Para seu lugar, o presidente Koff juntamente com Alberto Galia decidiu apostar em Valdir Espinosa, ex-jogador do clube e que apenas havia treinado o Esportivo, o Ceará e o Londrina, conquistando títulos estaduais por todos os clubes.

A premonição do presidente e a aposta em Espinosa não poderiam ter dado mais certo. Mesmo terminando o Campeonato Brasileiro apenas com a 14ª colocação, o Grêmio venceu a Libertadores da América para cima do Peñarol e se sagrou campeão do mundo de 1983 em um dia iluminado de Renato Portaluppi, que com 2 gols pôs a baixo a defesa dos alemães do Hamburgo.

Foto: www.gremio.net

Foto: Site Oficial Grêmio / Divulgação

1993 – 1997: o bi da Libertadores e o segundo Brasileirão

Em 1994, Koff voltou a conquistar um título pelo Grêmio. Ainda sem os craques que levaram novamente o nome do clube ao mundo em 95 e 96, o tricolor venceu de forma invicta a Copa do Brasil de 1994. Com alguns grandes nomes no elenco, como Danrlei, Roger, Emerson e Carlos Miguel e ainda o oportunista Nildo, o time realizou uma campanha impecável na competição nacional, eliminando Criciúma, Corinthians, Vitória, Vasco e batendo o Ceará na final.

Em 1995, o técnico Luis Felipe Scolari que havia chegado em 1992, já havia incorporado seu estilo característico e vitorioso no Grêmio. A equipe que tinha muito mais raça, eficiência e competitividade, do que técnica na época, adotou uma política do bom e barato e trouxe alguns nomes como Arce, Rivalora, Adílson, Dinho, Paulo Nunes e Jardel, que estava parado no Vasco da Gama.

Após eliminar com facilidade o Olímpia nas oitavas de final da Libertadores de 95, o Grêmio travou um duelo de gigantes frente ao Palmeiras que terminou com final feliz para o tricolor. Após golear por 5×0 no Olímpico, o Grêmio foi derrotado por 5×1 em São Paulo e conseguiu avançar para as semifinais. Deixando o Emelec para trás, o tricolor bateu o Atlético Nacional da Colômbia na final para se sagrar bi campeão da América.

Mesmo com a queda frente ao excelente Ajax na final do Mundial de 1995, o Grêmio se reergueu, venceu o Campeonato Gaúcho do ano seguinte e caminhou rumo ao seu segundo título do Campeonato Brasileiro de sua história, em 1996.

Foto: José Doval/Agência RBS

Foto: José Doval/Agência RBS

2013/2014: Altos investimentos/resultados ruins

Foto: Ricardo Duarte/Agencia RBS

Foto: Ricardo Duarte/Agencia RBS

Após 12 anos sem títulos, desde a conquista da Copa do Brasil de 2001, o clube resolveu apostar novamente em seu maior dirigente para tentar voltar às glórias. Para 2013, o tricolor tinha Vanderlei Luxemburgo, um técnico renomado no comando da equipe.

Mesmo com grandes contratações e muita expectativa para a Libertadores de 2013, o time não rendeu o esperado. Com jogadores como Dida, Cris, Gilberto Silva, Zé Roberto, Elano, Vargas e Barcos no elenco, a equipe decepcionou e caiu para o Santa Fé da Colômbia, nas oitavas de final da competição.

Em 4 de Março de 2015, com o cargo de vice presidente de futebol do Grêmio, o maior presidente da história do tricolor, deixou o departamento de futebol do clube alegando motivos pessoais e familiares.

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